domingo, 21 de fevereiro de 2010

Saber ouvir

Vivemos na era do micro-segundo, onde tudo é feito e pedido para o momento. Para o curtíssimo prazo.
É assim no mundo empresarial, na política e infelizmente até na família e nas relações pessoais.
Ainda assim não nos devemos nunca esquecer de ouvir os outros, principalmente quem já cá está há mais tempo, quem tem mais experiência de vida. Em seguida parar para pensar, reflectir e dirigir a acção para o essencial.
Estas histórias de poder podre entre a politica e justiça, as empresas e governo, o futebol e os partidos e assim sucessivamente, pouco servem. 
Custa-me tanto ver a confusão e distracção que ultimamente é colocada em todo lado, com o objectivo de nos afastar... quase sempre dos outros, e pior do que isso, de nós próprios. Do pensamento livre, mas responsável.
Não quero ser nem pessimista nem negativista, mas quero ter uma atenção preocupada, com a sociedade e sobretudo com o futuro do país, das empresas e das famílias.
Para isso, saber ouvir é essencial.
Mas ouvir com inteligência, com o coração e não apenas com os ouvidos!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O Poder Sábio do Povo Português

Muitas vezes se diz mal do povo português. Será justo? Terá fundamento?
Normalmente o todo tem uma consciência conjunta, capaz de superar os piores momentos e optar pela decisão em suas mãos sobre os vários caminhos que têm pela frente.
E é curioso, tomando o exemplo de um programa nacional, que pretende reconhecer o mérito numa determinada área específica, a música, que através da decisão popular, esta tenha permitido precisamente escolher os melhores. Falo do Ídolos.
A pergunta que faço é: porquê que não é assim no campo político? E nas empresas? Qual é a barreira que nos impede de escolhermos os melhores?
Que medos nos amarram?
Sem nos desfazermos deles, não saímos da cauda e dificilmente teremos progresso: político, económico mas sobretudo social.
Eu acredito nas pessoas. E acredito, que mais tarde ou mais cedo, consigam exprimir a sua liberdade na escolha e na decisão pelos melhores.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

A república monárquica portuguesa


Um belo tema para iniciar a comemoração dos 100 anos da república.
Não que tenha algo contra a monarquia, a não ser no facto de a sucessão ser feita com base na hereditariedade e não pela escolha do(s) melhor(es).
E por isso mesmo, o que se vê neste país, é a perpetuação dos cargos políticos e/ou de gestão através desta relação familiar. Afinal o ADN é mesmo muito importante!
Também não tenho nada contra estes cargos serem ocupados desta forma, desde que haja um efectivo merecimento com base na formação e na experiência das pessoas.
O problema é que todos sabemos como este país funciona e a como a cunha actua, logo desde tenra idade... é na escola, na faculdade e por aí fora até aos cargos de administração.
O parlamento é uma boa aproximação com muita gente, descendente de ex-políticos e políticos... mas as empresas públicas ou as chamadas privadas mas com nomeações políticas, também.
E viva a República Monárquica Portuguesa!

P.S. Nunca percebi o porquê da mulher semi-nua.
P.S.2 Se é a mulher que representa a república porquê tão poucas no parlamento? Ah deve ser o ADN português que só se propaga nos genes masculinos!